segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Flor de Cerejeira

 PROF: Júlia Maria Nicloti 

COMPONENTE CURRICULAR: ENSINO RELIGIOSO 

UNIDADE TEMÁTICA: identidades e alteridades

OBJETOS DE CONHECIMENTO: O eu, a família e o ambiente de convivência

HABILIDADES: (EF02ER02RS-01) Identificar costumes, crenças e formas diversas de conviver em ambientes religiosos distintos. 

(EF02ER02RS-02) Reconhecer as diferentes religiosidades presentes no seu contexto familiar e comunitário e os espaços de convivência de cada uma.


OBSERVAR: Os alunos sentarão em almofadas formando um círculo no chão da sala. A professora contará a história do Hanami, uma tradição muito antiga do Japão que tem origem religiosa. Durante a primavera, flores muito especiais chamadas sakuras, as flores de cerejeira, começam a aparecer. As pessoas acreditavam que a quantidade dessas flores indicava se a colheita de alimentos naquele ano seria boa e farta. Por isso, elas se reuniam para observar e celebrar essas flores, agradecendo e pedindo proteção para a natureza e para a colheita. Para ajudar na compreensão, a professora trará imagens das árvores de cerejeira para mostrar aos alunos.


  


 A Flor de Cerejeira e o Hanami no Japão


No Japão, na primavera, as flores de cerejeira, chamadas Sakura, começam a aparecer. Elas são muito bonitas e têm muitas cores, do branco ao rosa.


Há muito, muito tempo, os agricultores japoneses acreditavam que um Deus dos arrozais cuidava dos campos onde plantavam arroz. Eles pensavam que esse Deus saía para as montanhas no inverno, quando fazia frio, e voltava na primavera, quando as flores de cerejeira começavam a nascer.


Essa crença faz parte de uma religião tradicional do Japão chamada Xintoísmo, que ensina o respeito à natureza e aos seus espíritos.

Quando as flores apareciam, os agricultores se juntavam para fazer um encontro especial, como uma festa, para receber esse Deus e pedir que ele ajudasse na colheita do arroz. Eles acreditavam que, se as flores fossem muitas e bonitas, o ano seria de muita fartura. Esse encontro ficou conhecido como Hanami, que quer dizer “ver as flores”.


No começo, o Hanami era uma oração, um momento para pedir proteção e agradecer pela natureza. Depois, com o passar do tempo, as pessoas começaram a fazer piqueniques embaixo das árvores de cerejeira para aproveitar a beleza das flores e celebrar a primavera com alegria, cantando e brincando.


Essa tradição nos mostra como as pessoas de diferentes culturas respeitam a natureza e agradecem pela vida, reconhecendo que tudo tem uma motivação especial que merece cuidado e respeito.


REFLETIR: Após a explicação da história do Hanami, a professora iniciará um momento de conversa para estimular a reflexão sobre o valor da natureza, das tradições culturais e da crença japonesa no Deus dos arrozais, presente na religião tradicional do Japão, o Xintoísmo. Ela fará perguntas como: “Por que vocês acham que as pessoas gostavam de olhar as flores de cerejeira?”, “Vocês acham importante acreditar que alguém cuida da plantação, como os japoneses acreditam no Deus dos arrozais?”, “Por que é importante agradecer e cuidar da natureza?” e “Como vocês se sentem quando veem muitas flores bonitas na primavera?”. A professora escutará com atenção as respostas, incentivando a participação de todos e valorizando cada opinião.


INFORMAR: Após o momento de conversa em roda, os alunos retornarão para seus lugares. A professora entregará uma folha com a imagem de uma flor de sakura para cada um e explicará que eles irão escrever, com sua ajuda, algo pelo qual se sentem gratos, como por exemplo: “Vou ao parque com meus pais” ou “Ganhei a boneca que eu queria”. Depois de escrever, os alunos irão pintar a flor, recortá-la com cuidado e escrever o seu nome no verso. Um por vez, levará sua flor até a mesa da professora, que conferirá a escrita e colará com cola quente a flor em um galho seco fixado em um vaso com pedras, formando uma árvore de gratidão, inspirada no Hanami, tradição japonesa que celebra a chegada da primavera e agradece pela natureza.



 


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